Sábado, 9 de Abril de 2011

Portões do céu

Hoje, pela primeira vez, senti necessidade de vos visitar. Nunca antes tinha tido vontade mas hoje desde que acordei não pensava em algo mais que não vocês. E fui. Estacionei o carro, nervosa. Entrei a medo pelo portão enorme que tranca a vida dos que lá moram e não os deixa passar cá para fora, para o mundo real. Primeiro fui vê-lo. Subi sentindo firmemente cada passo que dava, os pés colados ao chão e eu bem que tentava andar mas cada passo parecia carregar consigo um peso enorme. Finalmente cheguei ao número do local. Para eles não passas de um número, para nós foste durante toda a vida o nosso querido. Aproximei-me de ti e vi a tua fotografia. Sorri para ti. Disse-te o quanto te adoro e sinto a tua falta, mas tu não respondeste. Virei costas e um raio de sol saiu por entre as núvens carregadas e eu percebi o beijo que me deste na face. Senti-me bem. Sorri novamente e desci para vê-la. Não a encontrava, comecei a desesperar e entrei numa busca incessante porque não podia sair dali sem falar com ela. Finalmente encontrei-a e entrei num pranto quando vi o seu nome lapidado. Não tive hipótese de me despedir quando partiste. Nunca acreditei realmente que tivesses partido mas quando vi ali estampado o teu nome percebi que tinha acontecido, que foi verdade, que já não estás entre nós e deu-me uma revolta tão grande. Porque partiste sem dizer adeus? Cuidaste de mim quando não sabia ainda andar, falar, estiveste sempre presente naquela casa, naquele espaço que só me traz boas recordações e agora não estás lá, foste embora e não disseste adeus. Chorei pela primeira vez a tua ausência e não a tua partida. Falei contigo por breves instantes, espero que cuidem um do outro e aí de cima que cuidem de nós. Quando sai novamente pelos portões trazia comigo uma tranquilidade estranha, algo que não sentia há muito tempo e percebi que vocês estavam comigo naquele momento a dizer-me para estar em paz porque vocês também estão. Adoro-vos, nunca vos vou esquecer.

publicado por AM às 13:49
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

5 birthdays blogging



Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
Happy birthday to me!

Declaro aqui, solenemente, que com 24 anos tenho tudo: a minha família está bem e de saúde, os meus amigos estimam-me e mimam-me, o meu namorado ama-me, sou licenciada, tenho emprego e acabei de atingir o meu primeiro objectivo pós-faculdade.

Aos 24 anos, sou feliz. Fica aqui declarado para a posterioridade e para a eternidade.

 

"The secret of staying young is to live honestly, eat slowly, and lie about your age." - Lucille Ball



 

Domingo, 6 de Abril de 2008
25

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis!"

 

Fernando Pessoa

 

 

Obrigada a todos.

 

Terça-feira, 6 de Abril de 2010
27

.Stronger.

.Smarter.

.Happier.

 

..and *older* too :)

 

publicado por AM às 22:12
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28

Como era bom ser pequenina e não ter preocupações. Como era bom ter a minha familia toda unida e com saúde a proteger-me, educar-me, cuidar de mim. Todos os dias eram novidade, cada cheiro, cada sabor, cada raio de sol que me tocava a face era uma experiência nova e diferente. Tenho saudades desses tempos que cada vez estão mais longe, que a cada dia que passa esqueço um bocadinho. Tudo o que vivi durante 27 anos e me tornou a pessoa que hoje sou é para ser relembrado mas às vezes não consigo recordar apenas o que é bom e dou por mim a ter recordações tristes, lamentáveis. Entristece-me recordar as pessoas que me fizeram mal. Não percebo porque me fizeram mal. Por mais anos que viva nunca vou perceber a raça humana e sede estúpida de magoar os outros sem dó nem piedade, sem lembrar que estes são seres humanos e como tal não podem ser perfeitos. Entristece-me saber que também eu já magoei alguém mas acredito piamente que nunca fiz mal a ninguém intencionalmente. No meu coração crescido procuro o perdão a estas pessoas. Não encontro. Sei quem são, um por um, desde que não passava de uma magricela de franja e botas ortopédicas, quem é que me fez mal. Sei exactamente o que disseram, consigo recordar as palavras uma a uma, os olhares de medo, de ódio, de desprezo. Quero esquecer esses episódios. Quero 27 anos de amizades eternas, de protecção, de carinhos, de amor, de felicidade, de saúde. Amanhã quero receber os parabéns de quem realmente celebra a minha existência, de quem me ama, de quem simpatiza comigo, de quem nunca me faria mal porque acha que não mereço. Todos os outros, prinicpalmente os que acham que esqueci, podem guardar as suas palavras vazias, não serão bem vindas.

 

Quase parabéns a mim, 28ª celebração da pessoa que sou.

publicado por AM às 21:47
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