Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

És podre.

Odeio pessoas pobres de espírito, podres de raíz, sem princípios. Não lido bem com ganância, nunca aspirei ter mais do que conseguir por mim própria, nunca pedi que algo me caísse do céu nem trocava o amor da minha família por dinheiro algum. Quanto mais sei mais nojo tenho destas pessoas que cospem no prato onde comem para poderem "subir". Nunca te tive como alguém assim. Hoje acho-te igual a eles, pior ainda talvez, por te seguires por conselhos assim e teres em pessoas podres os teus ideais de ser humano. Quanto mais sei mais desejo esquecer. Estás a morrer, deixaste-te corromper, és podre.

publicado por AM às 22:51
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Ode às relações construídas no consultório

Escrevo uma ode em jeito de sátira (ou será sátira em jeito de ode) ao amor construído nos consultórios dos psicólogos e psiquiatras pelo mundo fora. É curioso como hoje em dia, por tudo ou por nada, as pessoas se auto-intitulam de "deprimidas", facto que e ainda mais curioso é, acaba por ser posteriormente comprovado pelos médicos psicólogos e psiquiatras que aumentam substancialmente os seus cachés com esta doença do século XXI - sim, porque duvido que antigamente as pessoas tivessem depressões até porque simplesmente não tinham tempo para pensar que estavam deprimidas e aí referia-se apenas, aquando de uma quebra de auto-estima, o "sinto-me ligeiramente em baixo". Hoje em dia há tempo para pensar em depressões, há tempo para se estar deprimido e ainda melhor, as relações que não encontram tempo para serem vividas e geridas no dia-a-dia acabam por serem construídas e/ou mantidas nos consultórios dos psicólogos/psiquiatras (adiante mencionado como apenas "consultório").

 

O indivíduo reconstrói-se no consultório à procura de respostas que deveriam ter sido dadas e procuradas ao longo da sua existência no mundo e, das duas hipóteses acontece uma pelo menos: a) o indivíduo conhece a sua cara-metade no consultório enquanto está à espera de ser atendido; b) o indivíduo é levado pela sua cara-metade, também ela em depressão, para o consultório. Encarando que na hipótese a) o indivíduo pode apresentar inúmeros motivos que o levem até ao consultório, vou centrar-me na hipótese b) que é, sem dúvida alguma, um mimo.

 

Deste modo, mesmo que o indivíduo não apresente quaisquer sinais de depressão acaba por ser motivado pelo seu parceiro à visita semanal ao consultório e assim constrói-se uma dinâmica relacional inquebrável e um rito semanal como poderia ser, uma ida ao cinema ou um jantar romântico, por exemplo. A única diferença será que nestas duas últimas situações o casal é obrigado a relacionar-se sem a ajuda de um terceiro elemento e isso pode ser difícil, especialmente para quem não tem capacidades comunicacionais ou as tem pouco desenvolvidas. Já no consultório, quem inicia a conversa é o médico, que funciona enquanto moderador da conversa e finda a consulta termina também a conversa semanal entre o casal. E está feito! No decorrer dessa semana ou não é preciso conversar mais ou recorda-se o que foi conversado na terapia.

 

É impressionante o pouco esforço que se injecta nas relações. Ainda mais impressionante são as desculpas dadas entre casal para justificar que uma relação não funcione. O fácil é qualificarmo-nos como deprimidos e escondermo-nos na penumbra da depressão como motivo para não nos esforçarmos para sair da cama, para viver a vida, para fazermos alguém feliz ou simplesmente para sermos felizes. Há relações tão frágeis que não sobrevivem sozinhas, assim como há pessoas demasiadamente fracas que não sabem estar sozinhas. Mas estar sozinho não é sinónimo de ser infeliz porque a nossa felicidade jamais vai depender de terceiros, depende de nós próprios e de mais ninguém.

publicado por AM às 19:24
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011

Coisas a não mudar em Portugal na opinião de um British

1. A ligação inter-geracional. Portugal é um país em que os jovens e os
velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de
avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses
respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma
sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc,
tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a
família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver
tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das
planícies  do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira
Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não
é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos
emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a
bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um
pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem
parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa
festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com
uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece
estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por
acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e
independentista.

8.  As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um
conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita
neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma
portuguesa.

9.  A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é
evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado,  e
que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10.  Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas
de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que
sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um
simples copo de vinho.

 

http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php?topic=28597.0

 

Até me babo..... :)

sinto-me:
publicado por AM às 12:33
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Espero por ti

“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti.´ - MRP

publicado por AM às 23:22
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